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Eis que ressurge o velho Bond








Eis que ressurge o velho Bond no novo filme Spectre




























 Luiz Joaquim, da Folha de Pernambuco























Uma vez que o ator inglês Daniel Craig decidiu deixar de interpretar James Bond, que bom então que sua despedida seja com este “007 Contra Spectre” (EUA, 2015), que chega hoje aos cinemas. Dirigido pelo norte-americano Sam Mendes (“Beleza Americana”), responsável pela aventura anterior (“Skyfall”, 2012), temos aqui no novo filme uma boa ênfase na dramaturgia, sem que as cenas de ação tenham sido relaxadas. Àqueles que andavam incomodados com o Bond moderno, visto nos três episódios anteriores (com Craig), podem sentar na poltrona do cinema e relaxar. Reconherão desta vez um velho amigo.
Um bom termômetro para o que será apresentado no decorrer de “Spectre” está na abertura, em sua apresentação de créditos, que é uma tradicional atração à parte da franquia. Destaque-se em “Spectre” um trabalho que não se via há anos nem mesmo dentro da série 007. Beleza, refinamento e elegância dão o padrão do personagem nessa apresentação, ressaltando seu próprio valor dentro do filme. O apuro com os créditos costumava ter vida própria nos anos 1960. A saga de Bond o manteve vivo, mas veio perdendo importância. “Spectre” o resgata e deixa a plateia de queixo caído no comecinho do filme. Tudo é sonoramente ilustrado com a canção “Writing’s on Wall” (Oscar?), interpretada por Sam Smith.

Na verdade, o prólogo já deixa o espectador colado na poltrona, com uma sequência tensa na qual Bond aparece lutando num helicóptero em movimento sob uma praça numa Cidade do México apinhada de gente.
Além dos três nomes que já constavam assinando o roteiro de “Skyfall”, este “Spectre” ganhou um quarto elemento, Jez Butterworth, que parece ter feito a diferença puxando a persona de Bond às suas raízes. Um homem que não descuida da elegância e não tem pudor em usar seu charme com as mulheres para conseguir informações das investigações. Está aqui também o humor seco e o vilão desfigurado - mas de pouca empatia. Chama-se Oberhauser - um Christopher Waltz meio que no automático; há ainda, claro, as engenhocas de Q (Ben Whishaw) feitas para salvar Bond daquela situação limite de perigo.
Apenas um senão dentro da coerência histórica do herói. Bond se apaixona, mais uma vez. A bondgirl da vez é a francesa Madeleine Swann (Léa Seydoux, “Azul É a Cor mais Quente“). Ela é filha de um dos ex-membros da organização “Spectre”, que tem como um de seus tentáculos a nova Central de Segurança Nacional (CSN) inglesa. Agora fundida com a MI6, a CSN pretende encerrar o programa 00 de agentes secretos da realeza britânica. A contraproposta do seu chefe “C” (Andrew Scott) para a extinção do agentes é a construção da maior rede de observação digital do mundo, pelo qual todos em qualquer lugar podem ser vigiados. O “pesadelo de Orwell”, como diz M, vivido mais uma vez com maestria por Ralph Fiennes.
Além de um muito bom ritmo na narrativa para a apresentação das problemáticas do enredo, o diretor Mendes conseguiu criar ao menos dois climas próprios e dignos de Bond. Uma está na apresentação da violenta eleição para o sucessor de Sciarra (Alessandro Cremona), um dos diretores da Spectre morto por Bond, e outra está na luta corporal em pleno trêm em movimento entre o agente britânico e uma montanha de músculo chamado Hinx (Dave Bautista), um capanga da Spectre.













Eis que ressurge o velho Bond Reviewed by Bom Jardim News on sábado, novembro 14, 2015 Rating: 5

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