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Problema da zika é que ainda não se sabe muito sobre, diz pesquisador que descobriu vírus no Brasil


Mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, é o mesmo que espalha o zika vírus / Foto: Arquivo/Agência Brasil
Mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, é o mesmo que espalha o zika vírusFoto: Arquivo/Agência Brasil
O pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Gúbio Soares, um dos responsáveis por identificar o zika vírus no Brasil, acredita que o grande problema da infecção é que esta ainda não é muito conhecida pela academia. Descoberto no País em abril deste ano, o zika leva o nome da floresta em que surgiu, em Uganda, na África.
A doença, parecida com a dengue e transmitida através do mesmo mosquito (Aedes aegypti), voltou à atenção após pesquisadores suspeitarem da relação do vírus com o súbito aumento dos casos de recém-nascidos com microcefalia - em Pernambuco, de agosto até agora, foram registrados 268. 

Na tarde dessa terça-feira (17), o Ministério da Saúde confirmou que identificou a presença de zika vírus em exames de líquido amniótico coletados em dois fetos com microcefalia da Paraíba. O País todo agora trabalha para conhecer como se dá esta relação. Até o momento, não se pode afirmar que isto acontecerá em todos os casos.

Para as mulheres que tiveram zika e desejam engravidar, o ideal é esperar cerca de 30 dias para ter certeza de que o vírus já saiu de seu organismo. "A partir do quarto dia [de infecção] já não é mais possível detectar o material genético do vírus no organismo pela técnica de biologia molecular para o diagnóstico", afirma Soares.

Até agora, foram registrados 399 bebês no Brasil que nasceram com a malformação, que se caracteriza pela circunferência cefálica inferior a 33 centímetros. De acordo com o grau da doença, a criança pode apresentar deficiência mental, problemas de visão, auditivos, convulsões e dificuldades de locomoção. 

Os casos foram registrados em Pernambuco (268), Sergipe (44), Rio Grande do Norte (39), Paraíba (21), Piauí (10), Ceará (9) e Bahia (8). A maior parte dos casos foi identificada nos últimos três meses. Após a revelação dos números alarmantes, o Ministério da Saúde declarou emergência em saúde pública em caráter nacional.

ZIKA - Os sintomas do vírus são febre branda, manchas na pele, diarreia, dores nos olhos. Segundo Gúbio Soares, a infecção chegou no Brasil na época da Copa do Mundo de 2014. Os testes foram feitos em pesquisas na cidade Camaçari, na região metropolitana de Salvador (BA). A partir de análise por meio da técnica RT-PCR, Soares e a pesquisadora Silvia Sardi detectaram positivo para o vírus em oito de 25 amostras de sangue.

O vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Uma vez inoculado na pele, ele se multiplica e, passados sete dias, vai para a corrente sanguínea, o período chamado viremia. Há três tipos de zika: o da Ásia, o da África do Leste e África Oeste.

O mais importante, portanto, é erradicar os focos do mosquito para evitar ser picado. Atitudes simples como colocar areia no prato de vasos de plantas, não acumular água parada, entre outros. O uso de repelente e roupas que cubram mais partes do corpo também é válido.
PALAVRAS-CHAVE:saúde notícias zika vírus





Do NE10
Problema da zika é que ainda não se sabe muito sobre, diz pesquisador que descobriu vírus no Brasil Reviewed by Bom Jardim News on quarta-feira, novembro 18, 2015 Rating: 5

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