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Professora baleada no Geap morreu nos braços do marido e do filho

Familiares e amigos prestaram, nesta sexta-feira (7), as últimas homenagens a Luisiana de Barros, em cerimônia fúnebre realizada no Cemitério Parque das Flores
 Enterro de Luisiana Costa, 57 anos, morta durante assalto no Geap
 
Enterro de Luisiana Costa, 57 anos, morta durante assalto no GeapFoto: Rafael Furtado/ Folha de Pernambuco
Familiares e amigos prestaram, nesta sexta-feira (7), as últimas homenagens a professora Luisiana de Barros, de 57 anos, que morreu após ser baleada em um assalto no Grupo Espírita Amor ao Próximo (Geap), em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O velório teve início por volta das 9h. O sepultamento ocorreu por volta das 11h30, sob forte emoção.

Cunhado da professora, o deputado federal Silvio Costa chegou ao velório muito abalado e não quis falar. Ele apoiou o irmão e os sobrinhos durante todo o tempo. O filho dele, o deputado estadual Silvio Costa Filho, também compareceu. Outros políticos como o senador Armando Monteiro e o ex-prefeiro João Paulo também prestaram solidariedade.

Emocionado, o marido de Lusiana, Sérgio Costa, lembrou que a mulher morreu nos braços dele e de um dos filhos. "Quando a encontrei ela já estava morrendo. Deu tempo de chamar meu filho e ela morreu em nossos braços. Mas morreu em paz, ela estava se despedindo. Toda reunião ela levava um livro pra doar e comprava outro. E o último livro que ela leu parou na página 41 e marcou o trecho que dizia 'Morrendo me entregou e dizia que a morte não existe. Existe a passagem. Que a vida continua. Que a vida sempre é vida'."

A cerimônia fúnebre é realizada no Cemitério Parque das Flores, em Tejipio, no Recife. Ségio Costa contou que a esposa estava em tratamento espiritual no centro. Ele contou que esperava por ela em frente ao local quando foi rendido por quatro homens armados. "Eu estava lá conversando com o guardador de carros e o vendedor de pipoca. E tinha também um senhor esperando a esposa. E surgiram quatro homens armados, agressivos, inquietos e colocaram a arma na nossa cabeça e saíram nos levando. Eles não sabiam nem o que era. Não sei se passaram oportunamente ou se viram muitos carros", lembrou.

Os criminosos entraram com os reféns no local onde ocorria uma palestra do psicólogo Liszt Rangel, anunciando o assalto. "Eles estavam agressivos, empurrando. Eles já entraram gritando: é assalto, quem falar eu mato ele. A minha esposa lá assistindo tudo, coitada. E ai prosseguiu. Em um certo momento, um bandido que estava me apontando a arma viu muito celular, muitas carteiras e pediu para um dos assistentes da palestra tirar a camisa para colocar tudo dentro. E me soltou. Quando ele me soltou, baixou a cabeça, o de lá também baixou, foi quando vi que alguém da platéia puxou uma arma e atirou. E aí começou", disse.

O educador garantiu que viu quando um homem que estava na reunião reagir, mas não soube precisar de foi o policial militar Alexsandro Alves de Melo, 40 anos, que foi baleado na cabeça e morreu após dar entrada no Hospital da Restauração (HR). "Não sei dizer o nome dele, mas vi a hora que ele levantou, botou a mão atrás e tirou a arma. Atirou no bandido que passou por ele. O bandido caiu e ele deu vários tiros e foi atingido por um bandido que correu pra lá e atingiu a cabeça dele. Dai pra frente eu não vi mais nada porque fui atrás da minha esposa", contou.

Ele também negou que a mulher estivesse tentando ligar para a polícia quando foi baleada. "Ela estava tirando da bolsa (o celular) e quando ela levou o tiro caiu e ficou em cima dele. Por isso eles não levaram o celular dela, que está aqui comigo. Ela não estava telefonando para a polícia. Ela era uma pessoa pura. Não tinha essa habilidade, essa maldade."

Palestra no Geap
Sérgio Costa disse que não deixará de frequentar o Grupo Espírita Amor ao Próximo após o ocorrido. Ao contrário, ela afirmou que irá marcar com o palestrante que a mulher gostava, Frederico Menezes, uma palestra no centro. "É um palestrante que a minha esposa adorava. Pedi para ele organizar, no mesmo local que ela morreu, uma palestra que vai lotar a casa", afirmou, descrevendo a mulher como fantástica. "Foram 39 anos de companheirismo. Ela cuidou de mim a vida toda. E eu me preparei a vida toda para deixá-la bem e não para ela me deixar. Mas ninguém é Deus. Ele é único, onipotente", ressaltou.

http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/cotidiano/2017/07/07/NWS,33650,70,449,NOTICIAS,2190-PROFESSORA-BALEADA-GEAP-MORREU-NOS-BRACOS-MARIDO-FILHO.aspx
Professora baleada no Geap morreu nos braços do marido e do filho Reviewed by Bom Jardim News on sexta-feira, julho 07, 2017 Rating: 5

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